OSCAR 2015: LIVRE

Queridos, estou muito empolgada para escrever o nosso primeiro post sobre eles que nos inspiram tanto e fazem a gente fugir um pouco das nossas próprias realidades pra dar uma gás pra próxima temporada dela mesma – a nossa nada mole vida. Rs.

Foi então que nessa pegada do Oscar 2015, que tem um monte de FILMÃO indicado, resolvi fazer um post condensando de tudo o que eu já assisti até agora, pois já era muuuito pra ver, falar, comentar e criticar. MASSSSSS ia ficar muito grande, então decidi dividir e publicar um filme por dia essa semana! Uhulll, legal né? Acho que assim vai ser mais divertido. Vamos tentar ir num ritmo bom e matar a maior quantidade de filmes até o Oscar! Afinal, estamos de dieta né, mordomos!? Por enquanto, viveremos de pipoca! 😉

Mas deixo consignado desde já que estou INDIGNADÍSSIMA com a falta de algumas indicações, como por exemplo, a do filme “A BOA MENTIRA”, cuja trilha sonora africaninha eu fiquei viciada – até corro na esteira com as músicas do filme – e é a que me embala e inspira agora para escrever sobre todos os outros. “A BOA MENTIRA”, mesmo não estando no Oscar 2015, será o post de amanhã, pra pegar o gancho da mesma atriz – Reese Whiterspoon. E porque eu recomendo muito. E porque deveria estar no Oscar. #desculpinhas #desculpasdobem #sóporqueeuquerofalardofilme #eéumaboamentira

Mas vamos começar pelo LIVRE, que eu vi ontem e está mais fresco na cabeça:

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Indicações: melhor atriz (Reese Witherspoon) e melhor atriz coadjuvante (Laura Dern)

Beaseado no livro autobiográfico best-seller da norte-americana Cheryl Strayed, conta a história verídica de uma mulher que, após perder, aos 21 anos, a mãe de câncer, vê-se sem chão, passando a levar uma vida desregulada, de sexo banal e drogas, o que a leva a se divorciar de um homem que amava. A partir daí, e depois de mudar o sobrenome (Strayed = exatraviado, desregulado, perdido) aos 26 anos, em busca de uma nova fase e autoconhecimento, sem experiência alguma no esporte, decide se aventurar por uma trilha de 4.200 Km, que inclui toda a costa oeste dos Estados Unidos, da fronteira com o México até o Canadá, conhecida como “Pacific Crest Trail” (PCT).

O filme é cheio das curiosidades “behind the scenes”, como o fato de que a Cheryl da vida real faz uma participação especial no filme, bem no início, desejando, num duplo sentido bem pensado, boa sorte àquela que viveria o seu personagem nos cinemas. A garotinha que faz a personagem de Cheryl quando criança também é a verdadeira filha da autora do livro! Gostaria de ter sabido dessas informações antes do filme, pois não prestei atenção em nada disso e não achei a parte do “good luck” no youtube pra linkar aqui pra vocês.. 😦

Bom, falando de atuação, para uma indicação de melhor atriz pela academia, a primeira cena com a Reese não me convenceu logo de cara, não. Comentei com os amigos que foram assistir comigo no cinema que eu acho que a Reese é uma dessas atrizes com a imagem tão explorada (no Brasil, tenho a mesma impressão da Deborah Secco, que também é maravilhosa), que a gente demora um tempinho pra se desconectar dos outros personagens dela e entrar na história que ela tá tentando contar daquela vez. Em Livre, ou “Wild”em inglês, pra mim a melhor cena dela como atriz é uma das últimas, momentos antes dela chegar ao seu destino final, quando parece que toda emoção que envolve a história da personagem fica condensada em um só momento, ainda que sutil.

Mas uma coisa legal é saber que ela ganhou o papel depois de disputar com  Jennifer LawrenceScarlett Johansson e Emma Watson, o que fez a Reese desistir do também em cartaz “Grandes Olhos” do Tim Burton, por “Livre”. Só soube disso agora também, e….. é, – a imagem dela é explorada porque ela é boa mesmo, e vai te convencendo disso ao longo do filme, junto com a história da personagem, que te envolve e, no desenrolar do filme, faz tudo, toda aquela trilha, todo aquele esforço solitário fazer sentido e ser compreendido. Isso acontece por meio dos flashbacks que que Cheryl tem durante sua trilha de mais de 3 meses. Outra curiosidade é que  o diretor Jean-Marc Vallée fez com que fossem cobertos todos os espelhos para que Reese não pudesse se ver em nenhum momento durante as filmagens.

A trajetória da personagem em sua trilha é uma comovente tentativa de expurgar seu passado, auto redimir-se e encontrar redenção. O fato de ser baseado em fatos reais também ajuda no envolvimento do expectador e faz com que a gente se sensibilize muito mais, claro. Amo filmes de relatos verídicos.

A Reese também produziu o filme “Livre” e está se revelando uma excelente profissional também atrás das cenas, já que também ajudou a dirigir o filme “Garota Exemplar”(filmaço!!), de que falaremos também nos próximos dias!

A Laura Dern, atriz que, apenas 9 anos mais velha que Reese, faz o papel da mãe de Cheryl e concorre ao prêmio de melhor atriz coadjuvante, também se destaca, pela sutileza com que conta o seu drama, pelo brilho no olhar, pela autenticidade com que conta a história de alguém especial, que deixou saudades, e é o motivo do filme acontecer.

Para ver o trailer clique aqui.

Beijos  e até amanhã! ; )

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2 respostas em “OSCAR 2015: LIVRE

  1. O filme nem tinha me interessado, mas com essa explicação…. quero ver logoooooo !!!!!! Amei !!!! Aliás, estou amando essa faceta “cinéfila” do Santa Mordomia ! É muita mordomia ver o filme já com as emoções mastigadas ! ameiiiiiiiiiii

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